
A Ascensão de Cristo, de Salvador Dalí
A Ascensão de Cristo é uma pintura religiosa do pintor espanhol, Salvador Dalí.
O artista disse que sua inspiração para criar esta pintura, surgiu através de um sonho cósmico que ele teve em 1950, cerca de oito anos antes da mesma ser concluída.
No sonho, que era em cores vivas, ele viu o núcleo de um átomo, que vemos no fundo da pintura; Dali mais tarde percebeu que esse núcleo era a verdadeira representação do espírito unificador de Cristo.
Mas o que é mais interessante: é como ele brincou com as relações espaciais em suas pinturas, o que podemos perceber nesta obra em especial.
A Ascensão de Cristo, também conhecida simplesmente como Ascensão, a perspectiva empregada, que parece viajar de volta para um ponto de fuga distante, fica um pouco invertida – uma marca registrada da visão única de Dalí e talvez sua tentativa de nos confundir um pouco.
Em primeiro plano, tempos os pés de Cristo que apontam para o espectador, atraindo o olho para dentro ao longo de seu corpo até o centro do átomo atrás dele.
O átomo tem a mesma estrutura interior que a cabeça de um girassol.
Tal como acontece com a maioria das outras pinturas de Cristo representadas por Dali, seu rosto não é visível.
Acima de Cristo está Gala, a esposa do artista que foi retratada como Maria, a Santa Mãe, ela está com os olhos molhados de lágrimas, misteriosamente observa dos céus, lágrimas derramadas para talvez transmitir a tristeza de ver seu filho partindo da familiaridade do mundo terreno.
É uma cena que nos faz refletir sobre a vida e a morte, e como a arte pode nos ajudar a entender melhor esses conceitos.
É uma obra que nos faz questionar sobre a natureza da realidade e como ela pode ser percebida de diferentes maneiras.
É uma obra que nos faz sentir a presença de algo maior do que nós mesmos.
E é uma obra que nos faz lembrar da importância da arte em nossa vida.









