
Biografia de Diego Velázquez
Diego Velázquez foi um pintor espanhol da Idade de Ouro, século XVII, e um dos mais importantes da história da arte, no seu caso, o Barroco.
Seu uso magistral de luz e sombra para criar volume e profundidade, bem como por sua capacidade de capturar a realidade de maneira naturalista.
As suas pinceladas soltas e a sua capacidade de sugerir detalhes com economia de meios, influenciaram profundamente a evolução da pintura europeia.
Seu trabalho cobre uma variedade de assuntos, incluindo retratos, cenas mitológicas, religiosas e de gênero, exibindo versatilidade e talento excepcionais.
BIOGRAFIA
Diego Rodríguez de Silva y Velázquez nasceu em 6 de junho de 1599 em Sevilha, Espanha.
O seu pai, Juan Rodríguez de Silva, era de origem portuguesa, e sua mãe, Jerónima Velázquez, de Sevilha.
Aos onze anos, iniciou a sua formação artística na oficina de Francisco de Herrera, o Velho, destacado pintor da época.
Porém, após um ano, mudou-se para a oficina de Francisco Pacheco, onde recebeu uma formação mais completa em artes e humanidades.
Em 1618, Velázquez casou-se com Juana Pacheco, filha de seu professor Francisco Pacheco.
Francisco Pacheco foi um pintor maneirista medíocre, mas foi através dos seus ensinamentos que Velázquez desenvolveu o seu estilo naturalista inicial.
Durante a sua estadia em Sevilha, Velázquez desenvolveu o seu estilo pessoal e produziu algumas das suas primeiras obras importantes.
As suas pinturas desta época, mostram a sua capacidade de representar a realidade com grande detalhe e o seu interesse pela vida quotidiana.
Em 1623, mudou-se para Madrid, onde foi nomeado pintor do Rei Filipe IV.
Esta nomeação marcou o início de uma carreira de sucesso na corte real, onde não só pintou retratos do rei e da sua família, mas também de outros membros da nobreza e figuras importantes da época.
A sua capacidade de captar a personalidade e a dignidade dos seus súditos, valeu-lhe o favor do rei e uma posição privilegiada na corte.
Em 1627, Velázquez recebeu o prêmio e a nomeação de cavalheiro porteiro do rei.
Em 1628 recebeu a visita do mais velho e renomado artista barroco flamengo, Rubens, que passou seis meses na corte de Madrid.
Velázquez e Rubens conversaram e trabalharam juntos durante esse período e desenvolveram um profundo respeito mútuo.
Rubens incentivou Velázquez a visitar a Itália, onde ele acreditava que a verdadeira arte estava começando.
Velázquez fez duas viagens importantes à Itália, em 1629-1631 e em 1649-1651, que influenciaram significativamente a sua obra.
Na Itália, estudou obras de mestres renascentistas e barrocos, o que enriqueceu sua técnica e estilo.
Pinturas como A Forja de Vulcano representam a influência dessas viagens em sua obra.

Após o regresso da Itália, Velázquez entrou no período mais produtivo da sua carreira.
Ele retomou o cargo de pintor de retratos e foi ocasionalmente chamado para representar temas mitológicos para a decoração dos aposentos reais.
Nesse período, suas obras religiosas são raras e individuais.
Em A Coroação da Virgem a solenidade e dignidade das pessoas santas são realçadas por suas volumosas vestes coloridas em uma composição de esplendor excepcional especialmente adequada para uma pintura da Rainha do Céu feita para adornar o oratório da rainha da Espanha.

A última grande obra de Velázquez foi um retrato de grupo da Família Real Espanhola intitulado As Meninas, cuja pintura tornou-se uma das obras mais analisadas da pintura ocidental.

Velázquez morreu em 6 de agosto de 1660 em Madrid.
Seu legado vive através de suas obras-primas, que continuam sendo objetos de estudo e admiração.
A sua influência é notável no trabalho de artistas posteriores, incluindo Francisco de Goya, Édouard Manet e Pablo Picasso.
LEGADO
Velázquez é frequentemente apontado como uma influência fundamental na arte de Édouard Manet e dos impressionistas.
Chamando-o de "pintor dos pintores", Manet admirava a combinação ousada de pinceladas livres e soltas que caracterizavam seu estilo, ao mesmo tempo que se mantinha fiel à sua formação na academia barroca de seus contemporâneos.
Manet baseou-se nos motivos de Velázquez em sua própria arte.
Quando adolescente, estudante de arte na Real Academia de Belas Artes de Madrid, Pablo Picasso passou algum tempo nas galerias do Museu do Prado, onde copiou algumas obras de Velázquez. As Meninas foi tão influente que levou Picasso a recriá-la mais de cinquenta vezes em seu estilo cubista tardio na década de 1950.
LEITURA DE OBRA DE ARTE
A sua pintura O Triunfo de Baco, também conhecida como (Los borrachos ), parece ter sido inspirada em Ticiano e Rubens, mas sua abordagem realista do assunto é caracteristicamente espanhola e Velázquez preservaria ao longo de sua vida.

Em O Triunfo de Baco , a pintura é firme e sólida em suas figuras, enquanto as áreas claras e escuras mostram uma evolução das obras anteriores de Velázquez.
A composição foi pensada usando muitas diagonais e pontos focais complexos para envolver o espectador.
À esquerda, Baco e o sátiro atrás dele estão completamente nus, exceto pelos tradicionais panos soltos da mitologia clássica.
Baco está posado e vividamente iluminado; ele olha para fora da pintura enquanto coloca uma coroa de folhas em um homem com uma jaqueta dourada ajoelhado diante dele.
Uma figura mitológica extremamente escura está agachada no canto inferior esquerdo.
O lado direito da composição é formado por vários homens mais velhos, vestidos de maneira escura, que bebem e conversam.
Dois dos homens olham diretamente para o espectador, como se quisessem convidá-lo para a alegria.
A obra se destaca pelo uso do naturalismo característico de Velázquez, que mesmo quando transposto para um tema de proporções míticas consegue manter um senso de realismo - praticamente convidando o espectador a participar da cena onírica.



LEGADO
LEITURA DE OBRA DE ARTE
A Ceia em Emaús - Aqui, o realismo preciso e as ações das figuras retratadas com forte iluminação dramática lembram a obra de Caravaggio, que Velázquez pode ter estudado a partir de cópias em Sevilha.

Cristo é retratado no momento do reconhecimento por dois discípulos após sua ressurreição.
A fonte de luz nesta obra entra pela nossa esquerda e aparece centrada na cabeça de Cristo ou perto dela.
Isso cria rostos iluminados e um fundo escurecido.
O foco principal está em Cristo; ele emana uma presença tranquila e pensativa enquanto os discípulos reagem com movimentos e expressões de surpresa ou confusão emocional.
VÊNUS AO ESPELHO, UMA OBRA PRIMA DO ARTISTA
Na mitologia antiga, a deusa Vênus personificava o símbolo do amor, bem como a beleza sublime e bela de uma mulher.
Nesta tela, ela é retratada reclinada com os joelhos meio dobrados em finas colchas esvoaçantes.
O artista se concentrou em olhar para a beleza do corpo feminino, evitando deliberadamente o luxo das cortinas e eliminando decorações como flores e joias.










